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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Um Louco - Capítulo 1: Memórias

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Capítulo anterior: Prólogo

       - Não duvido nada de que daqui a alguns anos as pessoas serão capazes de controlar o cérebro de outras pessoas... - Disse uma adolescente de 15 anos de cabelo loiro comprido e de olhos esverdeados, usava óculos e que estava sentada na mesa da cozinha, tomando o café da manhã.
      - Por que acha isso? - Perguntou o homem de 28 anos, chamado James, que estava na frente do fogão fritando um ovo com bacon, olhando para sua sobrinha de 15 anos.
      - Oras, tio Jay! Se já tem cientistas que conseguiram reproduzir as imagens que um cérebro reproduziu e cientistas que já conseguiram selecionar memórias específicas do cérebro e apagá-las do mesmo... acha mesmo que eles não vão dar um jeito de criar memórias falsas e inserir em nossos cérebros? Ou quem sabe vão dar um jeito de controlar as pessoas por completo através do cérebro!
      James ficou olhando um tempo para a garota um pouco surpreso e confuso com aquela visão de futuro, mas logo voltou a olhar o ovo com bacon na frigideira e disse:
      - Você anda assistindo muito Sci-Fi, Sky...
      Skylar, a adolescente, deu um suspiro, como se tivesse ficado impaciente e disse um pouco chateada:
      - Até você, tio Jay! Todo mundo me fala a mesma coisa... pensam que sou louca...
      James olhou para a sobrinha e se sentiu um pouco arrependido em ter dito tal coisa, e logo ele tentou se desculpar:
      - Ahn... é que você é muito mais inteligente que a gente! Sério! Digo... você tem umas idéias muito bacanas, mas os outros não entendem porque eles não tem uma mente muito evoluída... - James logo deu um sorriso meio forçado no final, tentando ser simpático.
      Skylar apenas olhou para o tio com uma cara antipática e se levantou da cadeira, se virou de costas e saiu da cozinha. James se sentiu ignorado e um pouco culpado por ter deixado sua sobrinha chateada. Ele apenas suspirou e voltou a olhar a frigideira:
      - Aiai... adolescentes...
       Skylar pegou seu skate que estava encostado perto da porta da sala e saiu da casa. James apenas olhou para a janela e viu sua rebelde sobrinha passar pela rua, sobre seu skate, e lhe mostrar o dedo do meio. James se sentiu ofendido com aquilo, mas já não era a primeira vez que ela fazia isso. - Skylar era a filha de seu irmão mais velho, Kevin. Kevin e sua mulher tinham morrido em um acidente de carro a um ano atrás quando Skylar tinha 14 anos de idade. E foi nesse ano que a vida de James mudou completamente. Ele estava acostumado a levar uma vida de solteiro cheia de festas e belas mulheres, e quando Skylar entrou para sua vida, tudo isso foi embora. E para piorar a situação, ele pegou sua sobrinha bem na época da puberdade. O ano passado foi realmente difícil para James. Skylar estava se tornando cada vez mais rebelde, e com a morte repentina de seus pais, sua revolta era ainda maior. Mesmo que já havia se passado um ano, Skylar não se conformava com a morte deles. - James pegou a frigideira e colocou dentro de seu prato, os ovos com bacon e disse para si mesmo, se lamentando:
      - Kevin, Kevin... seu desgraçado.

---

       Era sexta-feira e James já estava terminando seu expediente. Josh, que estava na cabine ao lado, logo colocou a cabeça para fora da mesma e olhou para James e o chamou:
      - Hey, James!
      - Que é, Josh... ocupado aqui... - Disse James enquanto terminava de digitar algumas coisas do trabalho.
      - Hoje no Kim vai ter uma festa de uns universitários que estão se formando, e vai um monte de universitárias gostosas lá... nós vamos, certo? - Disse Josh, com um sorriso malicioso e irritante.
      - Cara... - James se virou com a cadeira giratória e olhou para Josh. - cansado. A Skylar vai levar umas amigas dela pra dormir em casa, e eu não quero que façam bagunça... e me pediram pra comprar umas coisas pra elas no supermercado também... então aproveite a festa sozinho. - Logo James retornou a fazer o que estava fazendo.
      Josh ficou um tanto inconformado com aquela resposta desanimada e séria do amigo e disse:
      - Qual é, cara! Vai dar uma de babá agora? Haha, fala sério!
      - Pois é... o Kevin é um desgraçado por ter morrido, e agora eu tenho que cuidar das coisas dele... e 'essas coisas' seriam basicamente a Sky... e a Sky é uma humana e minha sobrinha, então não posso abandoná-la ou dar ela pra alguém... - Disse James meio irônico, enquanto digitava.
      Josh ficou um tempo sem saber o que falar. O homem de cabelo escuro e olhos castanhos se levantou e apoiou sua mão no ombro de James e disse, um pouco chateado por seu amigo não poder acompanhá-lo na festa:
      - Bom... deixa pra próxima então, né? Boa sexta pra você, cara. - Disse Josh, dando uns leves tapinhas no ombro.
      - Valeu, cara. Boa festa no Kim. - Disse James, fazendo um jóia com a mão.
      Josh então saiu da cabine e foi embora. Depois de um tempo, James terminou o serviço e também foi embora.
      No supermercado, James comprava biscoitos, refrigerante, salgadinhos e outras porcarias que Skylar e suas amigas haviam pedido. Ao virar uma quina daquele corredor de prateleiras, a lâmpada do teto que estava sobre ele simplesmente apagou. James olhou para cima e nesse momento sentiu um grande tontura. Sua visão ficou turva e tudo a sua volta começou a perder a forma, as cores pareciam se misturar umas com as outras, tudo perdeu o sentido, era como se ele estivesse girando em alta velocidade sem parar... até que alguém segurou em seus dois ombros e o fez voltar em si.
      - James? Tu bem? - Perguntou Josh, que estava a sua frente, o olhando um pouco preocupado.
      James ainda estava um pouco desnorteado depois daquela intensa tontura olhou para seu amigo e antes de responder, olhou em volta e se tocou de que estava em outro lugar... não mais no supermercado, e sim no Kim's Bar. Extremamente confuso, James disse, enquanto olhava em volta:
      - Como assim?? Como eu vim parar aqui? - Então ele olhou de volta para Josh, um tanto desesperado. - Eu estava no supermercado, por que estou no Kim?? O que houve?
      - O que?? Do que falando, Jay? - Perguntou Josh, confuso, tirando as mãos dos ombros de James as levando para cima, erguendo os ombros, como se não estivesse entendendo nada.
      James ficou olhando Josh durante um tempo, confuso por seu amigo não saber da resposta, pois ele esperava que ele pudesse saber o que tinha acontecido. Ele olhou para baixo, tentando entender a situação. Josh logo disse:
      - Você tava aí parado, olhando pro nada... eu tava te chamando faz tempo... e você parecia que estava em outro lugar, realmente... no que você tava pensando hein? Você parecia que tava no mundo da lua, cara, haha!
      - Eu... estava aqui faz tempo? - Perguntou James olhando para Josh, ficando ainda mais confuso.
      - Sim, você veio comigo, logo depois do trampo... não lembra?
      James contrauiu suas sobrancelhas, como se não estivesse entendendo absolutamente nada. Olhou em volta e viu várias garotas bonitas, vários jovens, bebidas, pessoas dançando e etc. Ele voltou a olhar Josh e disse confuso:
      - Eu... vou ligar pra Sky... ela me disse que umas amigas iam dormir em casa...
      - Ok. - Disse Josh, erguendo os ombros.
      James então pegou o celular e ligou para sua casa. Esperou um tempo até que Skylar atendeu:
      - Alô? - Disse Sky, com uma voz rouca, de como quem acabou de acordar.
      - Sky? É o tio Jay... você está com suas amigas aí?
      - Que? Estou com a Lucy, a vizinha... por que minhas amigas estariam aqui? - Perguntou Sky um tanto confusa.
      - Ahn... - Confuso, james continuou. - É que você tinha me dito que hoje umas amigas suas iriam dormir em casa... e tinha me pedido pra eu ir comprar algumas coisas no supermercado e...
      - Você bêbado, tio? Do que falando? Sabia que você me acordou? Aff... você me disse que tinha uma festa pra ir hoje e por isso a Lucy ia ficar aqui em casa pra cuidar de mim... ou o melhor... pra me vigiar pra eu não fazer nada de errado...
      - Eu... disse isso...? - Perguntou James, ficando cada vez mais confuso.
      - Disse, tio! Agora deixe eu dormir que morrendo de sono... - Disse Sky, um tanto impaciente.
      - Ah, ok... desculpe...
      - Tchau.
      - Tcha-
      'Tu, tu, tu...' - Skylar desligou antes mesmo de James terminar de falar.
      James apenas olhou para seu prórpio celular, ficando um pouco chateado com o comportamento de sua sobrinha, e apenas guardou o celular de volta no bolso. Josh logo perguntou:
      - E aí?
      - Ahn... ela com a Lucy só... - Respondeu James confuso.
      - Cara, você deve ter tomado alguma coisa muito louca pra ter esquecido tudo né? Vamo chapar o coco, cara! Vamooo, uhuull! - Disse Josh, empurrando James para o meio do bar, onde havia uma pista de dança lotada de pessoas bonitas e jovens.
      James imaginou que ele pudesse estar bêbado e por isso nada fazia sentido, então ele apenas tratou de se animar e curtir a festa.

---

      Em uma tela de computador: 

      < excutar_usa_nyc_892834_75134987917380 >
      < comando_47982 >
      < comando_47982 >< executando >...

      Depois de alguns segundos:

      < excutar_usa_nyc_892834_75134987917380 >
      < comando_47982 >
      < ERROR > "Conflito de memórias"
      < ERROR > "Conflito de memórias"
      < ERROR > "Conflito de memórias" 
      < ERROR > "Conflito de memórias"
      ...

      E depois de um minuto, parecia estar digitando algo: 

      ...
      < ERROR > "Conflito de memórias"
      < ERROR > "Conflito de memórias"
      < ERROR > "Conflito de memórias"
      < ERROR > "Conflito de memórias" 
      < comando_48948_get_drunk > "Reajuste de memórias"
      < comando_48948_get_drunk >< executando >...

      E segundos depois: 

      ...
      < ERROR > "Conflito de memórias"
      < ERROR > "Conflito de memórias"
      < ERROR > "Conflito de memórias"
      < ERROR > "Conflito de memórias" 
      < comando_48948_get_drunk > "Reajuste de memórias"
      < comando_48948_get_drunk >< executado >
      < MESSAGE > "Memórias parcialmente reajustadas"


Continua...
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sábado, 12 de maio de 2012

Um Louco - Prólogo

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      De repente acordei. Estava com a cabeça apoiada sobre uma mesa de escritório, babando sobre o teclado do computador. Ao erguer a cabeça me vi dentro de uma cabine dentre 20 outras cabines daquela sala de uma grande empresa, aí sim percebi que estava dentro de um grande escritório. Na minha frente haviam inúmeros bilhetes colados na parede, ao meu lado apenas escutava o colega discutir com alguém no telefone, do outro lado havia um homem de pé apoiando seus braços sobre o topo da minha cabine, me observando, rindo da minha cara. Eu, ainda confuso e perdido, tentando abrir os olhos devido a forte luminosidade do escritório, perguntei:
      - Que foi?
      - Cara, você tava babando... - Disse o homem ainda rindo.
      Antes de respondê-lo, percebi que não me lembrava de nada. Quem eu era, quem era aquele homem, onde eu estava... simplesmente não sabia o que estava acontecendo. Comecei a me desesperar. Me levantei da cadeira e olhei fixamente para o homem com certo desespero e perguntei:
      - Onde estou?
      Surpreso, o homem olhou para os lados, ficando confuso com minha atitude e depois voltou a me olhar, e respondeu, como se me conhecesse a anos:
      - Tu no trampo, meu chapa! Tu bem?
      Fiquei em silêncio olhando para ele ainda sem entender. Ele continuou a me olhar como se eu fosse louco e disse:
      - James... você bebeu muito ontem?
      Percebi que todos a minha volta me observavam como se minha atitude estivesse sendo realmente estranha naquele momento. 'James'. Talvez esse fosse meu nome. Fiquei ainda mais confuso e imaginei que poderia estar tendo algum tipo de amnésia, então respirei fundo e me acalmei. Logo voltei a olhar o homem e falei:
      - Desculpe... acho que bebi muito... er... onde é mesmo o banheiro?
      - Saindo da sala, no final do corredor a direita... - Respondeu o colega, ainda sem entender minha situação.
      - Ok, obrigado...
      Agradeci e fui até o banheiro masculino.
      Ao entrar, olhei diretamente para o espelho. O homem que vi no reflexo provavelmente era eu. Me aproximei e toquei meu rosto. Cabelos castanhos, olhos azuis, pele pálida. Um cara atraente e bem arrumado. Eu nunca tinha visto aquele rosto antes. Eu não lembrava de mim mesmo.
      Decidi mexer em meus bolsos e logo encontrei uma carteira. A abri e peguei o primeiro documento que vi. Nele tinha uma foto 3x4 do rosto que vi no espelho, o nome, a data de nascimento, o local de nascimento, o nome dos pais e entre outras informações:
Nome: James Tyler
Data de nascimento: 21/04/1984
Local de nascimento: Nova Iorque, NY
      Só li até o local de nascimento. Me perguntei se eu estava em Nova Iorque ou em outra cidade. Ou quem sabe, em outro país. Eu estava confuso. Totalmente perdido. Parecia que eu tinha surgido de repente no mundo e me colocaram para viver, mas não me informaram nada... quase como um jogo do The Sims, onde você monta seu personagem, escolhe se será uma criança, adulto, idoso e joga com ele. A diferença é que no jogo o personagem é guiado por alguém, o jogador. Agora eu... sou como se fosse esse personagem, porém sem nenhum guia.
      Fiquei durante 30 minutos sentado no chão, dentro de uma das cabines do banheiro. Fiquei apenas pensando. Pensando e tentando lembrar de alguma coisa. Qualquer coisa, qualquer pista de quem eu era. Tudo o que eu sabia até aquele momento, era que eu trabalhava em um escritório de alguma coisa, que eu era um funcionário de escala mediana, que eu era nova-iorquino, e que tinha 28 anos de idade. De repente senti algo vibrar no bolso da minha calça. Logo vi que era um celular. O peguei e atendi:
      - Alô?
      - James? Sou eu, Josh. Cara você bem? Já faz meia hora que você no banheiro! Ou você não mais no banheiro?
      Josh. Era a mesma voz do homem que estava rindo da minha cara quando acordei. Logo deduzi que era ele que estava me ligando.
      - Ah... eu bem. Já voltando...
      - Hunf... ok. Já tava ficando preocupado, cara! Volta logo, falou!
      'Tec. Tu, tu, tu...'
      Assim que o Josh desligou, eu fechei o celular e guardei novamente no bolso. Respirei fundo e me levantei. Saí da cabine e fui lavar o rosto. Me aproximei da pia, abri a torneira, enchi minhas mãos de água e me curvei para molhar meu rosto. Fiquei um tempo de olhos fechados, apenas sentindo o frescor da água no rosto. Aquilo relaxava um pouco, mas não me ajudava a lembrar de nada. Logo, fechei a torneira e me levantei para me olhar no espelho. Nesse momento vi uma sombra escura com uma forma estranha logo atrás de mim, e antes que eu pudesse me virar para ver quem ou o que era, perdi a consciência e desmaiei.



Próximo Capítulo: Capítulo 1 - Memórias
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A Incompreensível Incógnita

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      Naquele lugar, acreditava-se que existia algo que fluía pela natureza, algo que podia sentir a energia dos seres a sua volta, algo que estava constituído em tudo e que era capaz de influir no espaço, tempo e eventos, mesmo que fosse invisível, intocável, imaterial, incompreensível. Em outros lugares chamavam esse algo de Deus, outros de Allah, outros de Guaraci... todos tinham um nome para tentar individualizar esse algo, que era difícil de definir ao certo se possuía alguma individualidade ou se era tudo e todos, ou simplesmente era nada. 
      Naquele lugar, ninguém louvava essa existência, ninguém rezava e pedia coisas, ninguém pagava promessas, ninguém precisava fazer alguma coisa para acreditar. Apenas acreditavam.
      Eram as árvores, eram os rios, eram as nuvens, eram os animais, eram as pessoas, eram as construções... tudo. Além do que era material, esse algo estava presente nas 'almas', nos pensamentos, na existência do que não existia, nos eventos e também no tempo. Algo muito além da capacidade de compreensão de um humano, ou talvez algo tão simples, que humanos, com sua complexidade, não fossem capazes de entender. Esse algo era simplesmente uma incógnita.
      Os eventos estavam interligados, delimitados pelo espaço e tempo, seus componentes agiam de forma em que, no final, houvesse uma razão ou um resultado que tudo fizesse sentido para aquele determinado evento. O algo estava onipresente, a 'incógnita', na visão daqueles que não podiam compreender, seguia o fluxo, ou melhor, guiava o fluxo das coisas.
      Todos daquele lugar apenas viviam suas vidas, interagindo com a natureza em volta, com os outros seres presentes, com o espaço e tempo. E a 'incógnita' apenas continuava a fluir.
      

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Existe sim!

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Imagine uma coisa. Imaginou? Mesmo que essa coisa não tenha aparecido na sua frente, não possua forma física, é algo imaterial, virtual ou seja lá o que for... ela existiu ou existe, concorda? 
Pois é. Qualquer coisa pode existir sem necessariamente estar no mundo em que vivemos, sem necessariamente estar em nossos pensamentos, sem necessariamente... alguma coisa que possa limitar essa existência. 
Um bicho peludo e verde. Seja lá qual foi a sua forma de ter imaginado isso, esse bicho existiu. Existiu na sua cabeça... mas se uma coisa está limitada a existir em alguma coisa... quais seriam essas outras coisas que fazem coisas existirem?[Como é que é?] Em outras palavras... quais outras formas de alguma coisa existir? Por exemplo... você imaginou o bicho peludo e verde a seu modo, mas sem ser na imaginação e nem na sua cabeça, qual outra forma dele existir? Virtualmente talvez... ou quem sabe alguma forma na qual nós, meros humanos, somos limitados a compreender. De qualquer maneira... as coisas existem, mesmo as impossíveis. 
O impossível... o impossível só é possível na realidade. Porque na sua cabeça o impossível se torna possível... ou aquilo que ainda seja impossível na sua cabeça, pode ser possível em algum outro lugar ou coisa. E não há outra palavra para indicarmos algo na qual não conseguimos descrever além da palavra 'coisa'.
Enfim, não fique triste só porque as coisas que você acreditava existir, não existam... elas existem sim, nem que seja só pra você.


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