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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Doce Outono

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      Quieto, tranquilo, discreto, melancólico, relaxante, frio e aconchegante... este é o outono. Uma estação que apenas intermedeia o fim do verão e o começo do inverno. Uma estação coadjuvante, mas de uma importância discreta e significativa.
      Minha estação favorita.
      O ar gelado, o céu cinzento, as folhas alaranjadas, o cheiro fresco do frio, a fumaça que sai da boca quando expiramos, a neblina que cobre as ruas de manhã... são os pequenos detalhes que fazem essa estação ser tão incrível.
      Café, livros, cama, cobertor, meias, filmes... o outono é uma época de grandes reflexões, pensamentos, ideias e questionamentos sobre a vida, uma época para passar mais tempo consigo mesmo, encontrando suas qualidades e defeitos, uma época para aprumar-se.
      Se eu fosse escolher a estação do ano que mais se parecesse comigo, com certeza seria o outono. Pois ao contrário do verão, que é época de agitação, bagunça e extroversão, o outono, para mim, é uma época mais tranquila, organizada e solitária. E também não é igual ao inverno, que é mais tenso, indeciso e íntimo e nem igual a primavera, que é alegre, infantil e calorosa.
      É uma época de poucas lembranças, mas as poucas que se adquirem, são especiais e eternas.

Outono, doce outono, guardarei para sempre as lindas lembranças que ganhei de ti.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Simples canção

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Já eram 5 horas da tarde daquele domingo. Era hora de ver o pôr do sol. Mary pegava um casaco, um violão e saía de sua casa. O céu estava claro, o tom era levemente alaranjado, os raios de sol passavam pelas árvores deixando uma bela imagem de paz para se apreciar durante o caminho. Ela andava devagar olhando para as árvores acima, percebia como eram belas e simples, e também como era boa a sensação de liberdade e paz ao sentir o clima fresco, ao escutar pássaros cantando suavemente, ao sentir toda aquela tranqüilidade. 
Queria Mary que aquele momento durasse para sempre. No meio do caminho, a jovem que estava sorrindo para a natureza ao redor, começava a cantar com sua linda voz. A letra era improvisada inspirada no que ela via e sentia, sua voz era suave, gostosa de se ouvir, uma voz que relaxava. 
Eu queria ser uma árvore
Para apreciar o pôr do sol todos os dias
Eu queria ser uma árvore
Para entender a simplicidade da vida
Eu queria ser uma árvore
Para ouvir dos pássaros, a bela melodia
Eu queria ser uma árvore 
Para jamais viver arrependida
(...)


O fim do caminho era um grande campo aberto, era uma plantação de grãos, parecia ser um grande tapete creme. Subia até o ponto mais alto daquele campo, sentava-se no chão, pegava seu violão e ficava a olhar o horizonte, o pôr do sol. Assim tocava a primeira nota da música que estava cantando anteriormente. No improviso e na inspiração daquele domingo agradável, Mary passava o fim de tarde cantando, apreciando as coisas simples que a rodeavam naquele momento, deixava-se levar pelo fluxo, pela energia calma e relaxante que a natureza lhe oferecia. Era apenas mais um domingo, era apenas mais um fim de semana indo embora, mas para Mary, não era apenas isso, era um grande momento feito de pequenas coisas, e que deveriam ser aproveitadas ao máximo, pois nas coisas simples é que se encontram grandes surpresas.



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