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domingo, 16 de janeiro de 2011

O filho

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Era uma vez um casal muito apaixonado que estava prestes a ter um bebê. A mamãe já estava no hospital, quase pronta para dar a luz, e o papai esperando ser chamado para ficar ao lado de sua amada e ver seu querido filho nascer. Não passava muito tempo, o papai entrava na sala e segurava na mão de sua amada, que parecia sofrer um pouco devido ao trabalho de parto. Poucas horas depois, o bebê finalmente nascia! Era um menino saudável e grande, que fazia seus pais sentirem as pessoas mais felizes desse mundo.
O bebê chegava ao seu novo lar, na qual viveria momentos felizes que ficariam marcados para sempre em sua vida. No começo foi difícil o casal se acostumar com a nova rotina, mas com muita paciência e amor, o papai e a mamãe conseguiam deixar seu bebê saudável e feliz. Trocavam as fraldas fedorentas do bebê com toda a alegria, ficavam acordados até tarde para fazer a criança adormecer, levavam o bebê de madrugada ao hospital quando algo de errado acontecia... tudo isso sem reclamar... simplesmente porque o amavam.
Poucos meses se passavam, e a mamãe já começava a alimentar seu bebê com papinha. Ainda era novinho para comer sozinho, mas com o amor e ajuda da mamãe, o bebê podia se alimentar para ficar cada vez mais forte.
Passava meses, e o bebê já estava querendo andar... seu papai o segurava pelas mãos com muito cuidado e com carinho, e o deixava andar com segurança. Assim que ficava a poucos centímetros de sua mãe, o papai soltava as mãozinhas, e o bebê saía andando até sua mamãe! Os dois pularam de alegria ao ver seu filhinho andar pela primeira vez! Que inesquecível.
Os banhos eram alegres, e o pequeno garotinho se sentia confortável e feliz, pois a mamãe o segurava com muito cuidado para não ir água nos seus olhos e nariz, e lavava cada parte de seu corpo muito bem lavada, pois a higiene era fundamental.
Com três aninhos, o bebê já era uma criança! Ele começava a aprender a ler, e seus pais o ajudavam a entender cada letra e cada palavra com muita paciência a amor.
Aos 5 começava a fazer arte, e deixava seus pais bravos, que fazia o garoto ficar triste, mas pelo menos aprendia a lição para se tornar uma boa pessoa.
A partir daí veio muitas lições... que seriam difíceis de lhe dar, mas que papai e mamãe jamais desistiriam, pois afinal, era o filho querido deles.


Aos 30 anos, já casado, com filhos... aquele bebê, se tornara um homem de sucesso, um homem honesto que sempre queria o bem dos outros. 
Seus pais se orgulhavam muito da pessoa que ele havia se tornado, e ele de seus pais por terem o tornado assim.
Os anos se passavam... e seus pais envelheciam. 
O bebê, que agora era aquele homem, cuidava de seus pais. Pois eles logo começavam a ter dificuldades para ler, e o bom filho os ajudava a entender cada letra e cada palavra com muita paciência e amor. Aos poucos foram ficando mais doentes e dependiam de seu filho para tomarem banho, que lavava cada parte de seus corpos muito bem lavadas, pois a higiene era fundamental. Andar estava ficando difícil, e o bom filho logo segurava nas mãos de seus pais com muito cuidado para ajudarem a andar com segurança. Cada vez mais era difícil de pegar um garfo e levar até a boca para se alimentar... mas o filho os ajudava a se alimentarem dando comida até a boca, e aos poucos foram ficando menos sólidas, eram como papinhas.
Passavam-se os anos, e a vida era cada vez mais difícil para aquele casal apaixonado... mas seu filho sempre estava ali... trocando fraldas fedorentas, ficando acordado até tarde esperando pegarem no sono, levando eles ao hospital quando algo de errado acontecia... simplesmente porque os amava... e era eternamente agradecido por terem feito de tudo por ele.


"Nossos pais cuidaram de nós com toda a paciência e amor do mundo, sem nunca desistir... e quando chegar a nossa vez de cuidarmos deles... que façamos o nosso melhor, com toda paciência e amor do mundo, assim como eles fizeram por nós." - por 'Filho'



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sábado, 11 de setembro de 2010

Inesperado

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As pessoas podem fazer coisas inesperadas.


"Nunca tinha tempo... nunca tinha tempo. Parecia que o mais importante era qualquer outra coisa sem ser eu... parecia que os doces momentos que passamos juntos já haviam sido apagados... ainda me lembro da vez em que fomos naquele festival... da vez em que fomos pescar... da vez em que todos foram ao cinema... mas agora... já não existem mais... parece que tudo o que poderíamos ter feito juntos, já fizemos. Bons momentos aqueles que ainda se importava comigo, momentos que ainda agradava lhe a minha companhia. Há pessoas que acreditam que a vida é feita de momentos, e não do esforço para viver... e eu sou uma delas."


        Era o último parágrafo do diário de seu pai. Lágrimas escorriam de seus olhos cheios de arrependimentos e lembranças... havia percebido na crueldade que havia feito com aquele que mais queria sua felicidade, que mais queria seu bem estar, aquele que mais o amava. Jason fechava o diário devagar enquanto lágrimas não paravam de cair sobre o mesmo, ele estava se punindo por dentro por não ter feito mais do que fez pelo seu pai que fez tanto por ele, dava socos em si mesmo no peito, movia a cabeça negativamente enquanto caía sobre o mar de lágrimas. Sua mulher o observava da porta, queria ir confortá-lo, mas aquele momento não pertencia a mais ninguém além do próprio Jason.
        Sentado sobre a velha cama de seu pai naquela velha casa aconchegante na qual cresceu e viveu até seus 18 anos, Jason, já mais calmo, ficava ali de olhos fechados, sentindo a temperatura morna e acolhedora daquela casa, sentindo suas lembranças de moleque. Sua mulher estava no corredor arrumando os caixotes que carregavam alguns enfeites daquela casa, parecia uma mudança, ela apenas parava um momento, e ficava o observando, abaixava a cabeça e continuava a arrumar.
        "Porque? Como eu pude fazer isso? Não percebi o quanto machuquei meu pai? Será que ainda posso voltar atrás?" - Jason se perguntava.
        Em um ato inesperado, Jason se levantava e batia a mão na porta do quarto fazendo sua mulher se assustar e olhar para ele, o homem de meia idade tinha um olhar esperançoso, parecia que poderia consertar um grande erro do passado e trazer a felicidade novamente, trazer as boas lembranças de volta para serem lembradas de forma que merecem ser lembradas, lembradas de forma feliz, compartilhadas com todos... com todos. Corria as pressas, sua mulher questionava, queria entender o que estava acontecendo, o porque da pressa, Jason não dizia nada, apenas pegava a chave do carro e falava para sua mulher entrar no mesmo pois teria de ir para um lugar.
        Em alta velocidade dirigia, ele parecia não se importar com nada além de chegar ao local o mais rápido possível, sua mulher começava a reconhecer o caminho e parecia começar a entender o que seu marido iria fazer, e olhava para ele surpresa, mas dava um sorriso. Não demorava muito. Estacionavam o carro naquela rua calma, em frente a aquele lugar. Ambos saíam do carro e entravam de mãos dadas no local.
        Uma mulher bondosa os guiava pelos corredores do lugar, os levando até o quarto número 13, ela o abria e dizia para ficarem a vontade e se afastava. Jason estava um pouco nervoso, sua mulher iria esperá-lo ali da porta, apenas apertava seus ombros dando-o a coragem de entrar e assim o fazia.
        "Quem está aí? Espere... esse jeito de andar... não pode ser verdade, não é? ... Jason?"
        "Sou eu sim... pai."
        Cego pela idade, o pai de Jason reconhecia seu filho depois de 15 anos sem vê-lo. Sua voz estava mais fraca, era difícil de andar, mas seu coração ainda era o mesmo, ele não conseguia evitar de deixar algumas lágrimas escorrer de seus olhos, não conseguia dizer mais nada, apenas sentia feliz por 'ver' seu filho mais uma vez, mesmo que ele fosse embora novamente.
        Se aproximava de seu pai o bastante para abraçá-lo com força. Um abraço forte não de força bruta, mas de força do amor, um abraço sincero que Jason e seu pai não sentiam a 15 anos um do outro. Aos choros Jason dizia: "Pai, me desculpe, pai! Não percebi o quanto fiz o senhor sofrer! Juro que não foi o que eu quis! Eu o coloquei aqui porq-" - seu pai o interrompia dando um carinho na cabeça de seu filho, e dizia de forma calma: "Eu sei que foi para meu bem estar... para que pessoas especializadas pudessem cuidar desse velho que só serve para dar trabalho aos outros... mas fico feliz que esteja aqui, não tem do que se desculpar... você é meu filho, fico feliz que tenha voltado antes de eu partir." - Jason então respondia: "Não diga isso! Vai demorar muito para o senhor partir! Então vamos, eu vim te buscar!" - Muito surpreso ficava aquele pai, apesar do bom tratamento das pessoas, o amor da família é insubstituível.
        A mulher de Jason não continha as lágrimas. Todos choravam, mas era de felicidade. Jason não se perdoava em ter colocado seu pai no asilo. Assim saíam do local... Jason, sua mulher... e seu pai, todos juntos de volta para casa.
        As pessoas podem fazer coisas inesperadas... realmente.


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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

O mundo de Kevin

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"Imagine um mundo de escuridão, onde você não vê nada além da cor preta em toda a sua volta; um mundo de silêncio, onde você não escuta seus passos, a sua voz, não escuta nada. O único jeito de 'ver' esse mundo é sentir, sentir o cheiro, o gosto, a temperatura, a forma e a consistência das coisas. Esse é o mundo de Kevin."
Eram quase 12:30 da tarde daquele sábado fresco e ensolarado. Era o primeiro dia daquelas férias de Kevin, ele estava cansado por ter trabalhado durante 6 meses todos os dias, até mesmo nos fins de semana. O rapaz de 26 anos era um sommelier, ganhava bem, tinha uma vida confortável ao lado de sua mãe em uma casa não muito longe da cidade, o lugar era bem arborizado, tinha uma grande área aberta com a grama muito bem cuidada, haviam alguns cavalos, cães, aves e também algumas cabras. Ele estava do lado de fora, deitado em uma rede que estava presa entre duas grandes árvores de seu jardim, seus olhos estavam fechados, porém não estava dormindo, apenas apreciava a brisa fresca e leve passar, sentia o leve calor do sol em seu rosto, e também o doce aroma das frutas e flores que cresciam no jardim. Logo Kevin sentia o cheiro delicioso da comida de sua mãe, que estava na cozinha preparando um belo almoço para ambos, ela estava o observando da janela, sorrindo enquanto colocava água na panela. O jovem sommelier engolia a saliva, pois estava faminto e aquele aroma fazia aumentar ainda mais o apetite, parecia ter frango, batatas, cebola, tomate seco, arroz temperado, e outras coisas que tinham um delicioso aroma apetitoso. 



Kevin sentia a mão quente de sua mãe tocá-lo carinhosamente nos ombros, ele abria os olhos e dava um sorriso, sua mãe retribuía dando um outro, e assim andavam para dentro de casa abraçados nos ombros. Dona Mariella era uma mulher de 56 anos, seus cabelos eram grisalhos, era rechonchuda, possuía as bochechas rosadas e uma pele pálida, uma mulher de meia idade que amava seu filho mais do que tudo, e que adorava preparar uma refeição para o mesmo. 
Ao entrar naquela casa sentia-se um clima de paz e tranqüilidade, Kevin estava muito feliz, e isso fazia sua mãe ficar feliz. Ambos sentavam-se à mesa para almoçarem, próximo havia uma porta de correr que dava para o quintal e churrasqueira da casa, e de dentro da cozinha podia-se ver aquele belíssimo jardim. O sol adentrava por aquela porta, Kevin sentia aquela temperatura agradável tocar suas mãos que estavam sobre a mesa, o cheiro das árvores, flores e frutos se espalhavam dentro da casa pela brisa morna que passava pelas janelas, não havia momento mais aconchegante e delicioso de ser apreciado do que aquele, era realmente um almoço perfeito. 


A cozinha estava limpa, todas as louças estavam lavadas, secas e guardadas, o que sobrou daquele almoço já fora guardado para que assim pudessem apreciar aquela deliciosa comida mais tarde na janta. O relógio marcava 3:30 da tarde daquele sábado, o sol estava um pouco mais forte, mas ainda assim agradável. Dona Mariella estava sentada a mesa na qual haviam almoçado folheando alguns documentos, ela usava seu antigo óculos para enxergá-los bem, e parecia anotar algumas coisas em um papel, eram arquivos e documentos do trabalho de Kevin. Ela o ajudava bastante, pois trabalhava com ele, ela que o levava para os clientes, ela ajudava na escolha dos vinhos, ela fazia a parte mais burocrática no trabalho do sommelier. Kevin certamente tinha uma mãe admirável. 
Mariella olhava o relógio e passava a mão carinhosamente no filho que estava deitado no sofá da sala tirando um cochilo para acordá-lo, tinham que ir na cidade fazer algumas compras. Não demoravam muito entravam no carro, Kevin parecia sonolento e preguiçoso, sua mãe que estava já no banco do motorista dava uma risada e bagunçava os cabelos castanhos do filho, como se dissesse para parar de ser tão preguiçoso, Kevin apenas sorria passando a mão em seus cabelos logo em seguida. 
A cidade era um lugar bem diferente, a energia que era projetada não era tão tranqüila igual em sua casa, o cheiro era diferente, parecia ser sujo, não se sentia a luz quente do sol naquele lugar devido aos prédios, podia sentir a presença de inúmeras pessoas ao seu redor caminhando, a cidade, para Kevin, era um lugar rude e triste. 


Por sorte havia uma vaga para estacionar o carro em meio aquela rua movimentada. Saíam do carro, dona Mariella como sempre, andava segurando seu filho, dessa vez ambos estavam com seus braços entrelaçados e assim enfrentavam a grande multidão. A jornada na cidade começava em um banco, dona Mariella pagava as contas e também sacava algum dinheiro; depois iam para um supermercado, compravam produtos de limpeza, alimentos, e várias outras coisas; assim iam para uma loja de sapatos, pois Kevin estava precisando de alguns novos, e Mariella ajudava-o a escolher, o rapaz gostava dos mais confortáveis sem se importar se eram bonitos ou feios; passavam em uma lanchonete para comerem alguma coisa pois estavam famintos e demorariam um certo tempo até a janta, Kevin não gostava da comida da cidade, o gosto e o aroma não tinham aquele toque de amor e carinho que ele sentia da comida de sua mãe, mas mesmo assim ele gostava de apreciar, gostava de conhecer novos sabores; o último lugar era a lavanderia, havia deixado no dia anterior cobertores, lençóis e edredons nos quais eram mais complicados dela lavar, assim os recolhia, Kevin carregava as compras mais pesadas daquele dia, sua mãe o segurava pelo braço e assim caminhavam para o carro.
Dona Mariella soltava por um breve momento seu filho para que pudesse pegar a chave do carro em sua bolsa, o rapaz não saía do lugar, apenas virava para trás pois havia sentido um cheiro agradável e doce passar, curioso dava uns dois passos na direção da fonte daquele cheiro, e sem perceber trombava com um homem que carregava caixas com conteúdo frágil. Dona Mariella escutava um barulho de vidros quebrando, e rapidamente olhava para o lado, via seu filho sentado ao chão e as compras para fora das sacolas, via um homem irritado reclamando e lamentando sobre a vidraçaria que ele carregava na caixa... o homem xingava Kevin de tudo quanto é nome, o empurrava bruscamente como se estivesse desafiando Kevin para uma briga, o rapaz parecia perdido da situação, tinha medo de ficar de pé, sabia que aquele homem o derrubaria de novo. Correndo, Mariella afastava o homem alterado de seu filho tentando acalmá-lo, e depois ajudava seu filho a se levantar, ela não dizia nada, apenas dava um abraço forte no mesmo e fazia um carinho em sua cabeça, e, visto que estava mais calmo, ela sorria, e depois olhava para o sujeito, que estava impaciente pois queria resolver aquela situação na qual ele achava que Kevin tinha culpa. De uma forma calma, Mariella dizia segurando no braço de seu filho olhando fixamente para o sujeito raivoso:

"Imagine um mundo de escuridão, onde você não vê nada além da cor preta em toda a sua volta; um mundo de silêncio, onde você não escuta seus passos, a sua voz, não escuta nada. O único jeito de 'ver' esse mundo é sentir, sentir o cheiro, o gosto, a temperatura, a forma e a consistência das coisas. Esse é o mundo de Kevin."

O homem ficava confuso, ria do que ela dizia, debochava dos dois, e aquela dedicada mãe completava:"Kevin é cego e surdo desde que nasceu, senhor, por favor, não fique irritado com ele." O sujeito ficava pasmo por uns instantes, e depois muito arrependido, ele pedia desculpas, e se abaixava pegando as coisas que haviam caído.
O doce aroma parecia se aproximar um pouco, Kevin virava o rosto a procura da fonte, ele não podia ver, mas era uma bela jovem de longos cabelos loiros naturais ondulados, aquela situação havia chamado a atenção de algumas pessoas, inclusive da graciosa moça do doce aroma que tanto agradou o olfato de Kevin. Algumas pessoas ajudavam Mariella e seu filho a colocarem as coisas no carro, por um momento Kevin sentiu aquele doce cheiro ficar bem ao seu lado, era a moça que o ajudava a entrar no carro, não sabia direito da situação pois era surda e muda e dava um 'tchau' para o rapaz sorrindo depois que fechava a porta, e como se soubesse, Kevin sorria acenando timidamente para ela. 
Aos poucos o doce aroma ia se distanciando, aos poucos seu sorriso ia sumindo, mas sabia que logo sentiria a temperatura morna de sua casa, o sol tocar sua pele, a brisa passar pelos seus cabelos, o cheiro das árvores e frutos, o gosto maravilhoso da comida caseira... e o amor doce, macio, morno, aconchegante... indescritível amor de sua querida mãe.



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