terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O que é adequado para você?

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Eu me lembro muito bem. É só você tomar uma decisão, tomar uma atitude ou uma opinião diferente do conceito que eles consideram adequado, que eles te julgam. Mas o que é adequado pra você? Você acha que o seu conceito das coisas é o que vale pra todos?

Claro que não.

Pode até valer para a maioria das pessoas, mas nunca será adotado por unanimidade. Aceite isso.
Os diferentes existem porque existem os iguais... ou o melhor... os iguais existem porque existem os diferentes. Se todos continuarem a julgar de forma precipitada uns aos outros, sem ter um conhecimento profundo das coisas... o mundo apenas continuará caindo.



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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O Vento e a Árvore

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      Era uma vez, uma grande árvore solitária. Era início de outono e suas folhas estavam começando a secar e a caírem uma por uma ao chão. O tempo passava na velocidade da eternidade para aquela árvore, que mal percebia o mesmo passar, pois tudo era estático, como uma foto. Só quando uma folha caía naturalmente que ela percebia que o tempo não havia parado. Estava se sentindo tão sozinha, que o silêncio era sua única companhia. 
      Em um dia calmo e monótono, de repente a árvore sentia um empurrão de leve, como se algo estivesse passando através dela. A árvore percebeu que suas folhas logo se mexiam e se desgrudavam dela mais rápido. Ficou assustada, o que poderia ser aquilo afinal? O vento. 
      O vento havia chegado e se apresentado de uma maneira um pouco agitada, mas não queria assustar ninguém. Ele ficou mais suave, e agora se tornara uma leve e fresca brisa. A árvore se sentiu mais calma e aceitou a vinda do recém chegado. O vento disse que se sentia solitário porque ninguém o notava apesar de mover as coisas, era silencioso e sem forma, e também invisível, apenas se movia aleatoriamente. A árvore disse que se sentia solitária porque era estática e sem graça, e ninguém dava importância. Tanto a árvore como o vento, agora estavam fazendo companhia um ao outro. Logo ambos decidiram unir suas qualidades e se tornaram grandes amigos. 
      O vento ajudava a árvore a espalhar suas flores e seu aroma pelo lugar, fazendo suas flores e folhas flutuarem no ar, a deixando bela e dançante. Esta ajudava o vento a não ser mais 'invisível', suas folhas faziam com que o vento pudesse 'cantar', se tornando mais radiante.
      Um espetáculo simples entre dançarinos e cantores... um dependendo do outro para serem o que realmente são.



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sábado, 17 de dezembro de 2011

Acima do Céu...

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visit Ortist

... Existe um mundo de liberdade.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Um Idiota

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O que eu estou fazendo aqui?
      Era uma pergunta que intrigava aquele homem. Havia acordado normalmente, tomado seu café, feito sua caminhada diária, havia ido trabalhar, e agora estava ele, dentro do carro estacionado em um estacionamento de um parque. Se perguntando do motivo de estar ali. Porém sua pergunta não era a respeito do porque estar naquele estacionamento, e sim, do porque estar vivendo aquela vida.
      Só havia percebido de que não se lembrava de nada, no final daquele dia. Era como se inconscientemente soubesse o que fazer, como se a rotina tivesse tomado conta de sua inconsciência. O problema é que não sabia se aquela rotina era realmente sua, para que pudesse fazer tudo, mesmo sem lembrar de nada, ou se era a rotina de outra pessoa, e que por algum motivo estava vivenciando aquilo. Uma grande confusão começou a surgir em sua cabeça. Começou a achar que poderia ser um louco, tendo idéias malucas sobre sua identidade. Decidiu sair do carro para caminhar no parque para espairecer as idéias e tentar se lembrar de alguma coisa.
      No parque o homem percebia o quão belo era o fim de tarde naquele lugar. As árvores com folhas verdes e algumas em tom amarelado, combinavam com o começo do outono. O ar estava fresco, levemente gelado e o sol que ainda iluminava o céu, refletia um tom alaranjado. O homem via tudo aquilo e era como se nunca tivesse visto tal coisa. 


      O mesmo logo encontrava uma árvore no meio de um campo aberto, e sentava-se no gramado, debaixo daquela árvore, encostando suas costas na mesma, dando um suspiro se sentindo um pouco cansado. Fechava os olhos e escutava o barulho relaxante das folhas se moverem com a brisa, sentia o cheiro fresco do outono, a brisa passava suavemente em seu rosto. Tudo aquilo parecia ser novo. Quando abria os olhos, todas as lembranças voltavam.
      O homem logo havia percebido que não havia se esquecido de nada, absolutamente nada, na verdade. Era ele mesmo que havia sido esquecido pelas suas lembranças, afinal, elas não importavam mais para ele. Estava tão acomodado com sua rotina, que suas lembranças não fariam diferença se fossem embora. Ficava espantado ao perceber isso. Como havia deixado se acomodar tanto, para que não percebesse mais quem realmente era e o que estava fazendo? Se perguntava. O homem então se levantava, limpava as folhas que estavam em sua roupa e olhava para frente, para o pôr do sol, e sorria.
"Estou apenas deixando de ser um idiota." Respondia.


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